Planejamento Tributário 2026: como revisar o enquadramento fiscal com a Reforma Tributária em curso

A escolha do regime tributário é feita em janeiro, mas poucos empresários sabem que o acompanhamento precisa ser contínuo. Com o primeiro trimestre de 2026 encerrado, as empresas já têm dados reais suficientes para avaliar se o enquadramento atual ainda é o mais vantajoso. E este ano, essa revisão tem um peso extra: a Reforma Tributária está em fase de testes.

O meio do ano como ponto de revisão estratégica

Faturamento realizado, margem operacional e composição de despesas raramente são idênticos ao que foi projetado em janeiro. Quando essa diferença é relevante, manter o regime original sem uma análise crítica pode representar pagamento excessivo de tributos — ou passivos que poderiam ter sido evitados.

Em 2026, esse diagnóstico precisa ir além dos números internos. As decisões de enquadramento tomadas agora terão reflexo direto na transição para o novo sistema tributário.

Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual o momento de migrar?

Cada regime tem sua lógica de apuração, alíquotas e obrigações acessórias. Empresas que cresceram além do esperado podem estar pagando mais do que deveriam no Simples Nacional. Por outro lado, negócios com margens comprimidas podem encontrar no Lucro Real uma alternativa mais eficiente.

A análise comparativa entre regimes precisa, agora, incorporar uma variável nova: como cada um deles será impactado pela chegada do IBS e da CBS. Empresas no Simples Nacional que vendem para outras empresas precisam avaliar se a geração de créditos tributários pode se tornar um critério decisivo para seus clientes.

Sinais de que o enquadramento atual pode não ser o ideal

Alguns indicadores merecem atenção imediata: faturamento acima ou abaixo do projetado em mais de 20%, mudança relevante no perfil de clientes ou na composição de custos, novos contratos que alterem o mix de receita, e proximidade ao teto do Simples Nacional de R$ 4,8 milhões.

Quando esses fatores se combinam com o cenário de transição tributária, a revisão deixa de ser opcional.

A Reforma Tributária entra na conta do planejamento

A lógica do split payment, as novas regras de não cumulatividade e a estrutura de créditos do IVA Dual afetam diretamente a equação de custo tributário. Empresas no Simples Nacional que fornecem para o mercado B2B enfrentam um dilema estratégico: manter o regime simplificado, com menor geração de crédito para o comprador, ou migrar para o regime regular e competir em condições mais equiparadas.

Planejar sem considerar esse cenário é tomar decisões com informação incompleta.

O que fazer agora

A mudança de regime em geral só é possível no início do ano seguinte, mas o planejamento precisa começar agora, no segundo trimestre, com calma e dados nas mãos. O Grupo Axia realiza análises comparativas de regimes tributários, projeta os impactos da Reforma e orienta sua empresa na tomada de decisão com segurança e embasamento técnico.

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